Uma das autoras que mais marcaram a minha infância. E estas ilustrações?! Nãoi há melhor! Faria hoje 153 anos.
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domingo, 28 de julho de 2019
segunda-feira, 15 de julho de 2019
O maravilhoso mundo do Booktube
Este é o fenómeno ideal para quem gosta de ler e saber as opiniões dos outros sobre determinado livro. Chama-se Booktube e está a ganhar cada vez mais seguidores em Portugal.
Eu conheci o Booktube durante uma das muitas insónias dos últimos tempos. O primeiro canal que vi foi o da Outra Mafalda. Os livros que ela apresenta não são o meu género, mas gostei da forma clara como falava cobre o conteúdo. Acima de tudo, gostei do tom de voz, da música e da ilustração no início. Durante uns tempos adormeci a ouvir as suas críticas.
Mais tarde descobri o Marcos Amaro, um professor brasileiro que adora clássicos. Estes vídeos já têm muito mais a ver comigo. A forma como fala e expõe os seus argumentos também me ajuda a adormecer. Às vezes acabo por sonhar com os livros mencionados no vídeo :)
Entretanto descobri mais dois canais que gosto muito: a norte-americana Books Like Whoa e a inglesa Lucy the Reader.
Adorava ter tempo para criar uma coisa destas. Vamos ver :)
Eu conheci o Booktube durante uma das muitas insónias dos últimos tempos. O primeiro canal que vi foi o da Outra Mafalda. Os livros que ela apresenta não são o meu género, mas gostei da forma clara como falava cobre o conteúdo. Acima de tudo, gostei do tom de voz, da música e da ilustração no início. Durante uns tempos adormeci a ouvir as suas críticas.
Mais tarde descobri o Marcos Amaro, um professor brasileiro que adora clássicos. Estes vídeos já têm muito mais a ver comigo. A forma como fala e expõe os seus argumentos também me ajuda a adormecer. Às vezes acabo por sonhar com os livros mencionados no vídeo :)
Entretanto descobri mais dois canais que gosto muito: a norte-americana Books Like Whoa e a inglesa Lucy the Reader.
terça-feira, 9 de julho de 2019
Livros na mesa de cabeceira
Vou começar hoje a ler As Pupilas do Senhor Reitor, de Júlio Dinis. Só li umas peças de teatro deste escritor, conheço muito pouco da sua obras, mas muitos me dizem que é um dos melhores autores portugueses.
Também queria muito ler Uma Família Inglesa e A Morgadinha dos Canaviais, mas vi este exemplar baratíssimo na Feira do Livro de Lisboa e decidi aproveitar - soube depois que tenho pelo menos um exemplar em casa dos meus pais e quatro em casa da minha avó, mas não faz mal, é sempre bom construirmos a nossa biblioteca.
terça-feira, 7 de junho de 2016
Os dramas da ida à Feira do Livro
Costumo ir todos os anos à Feira do Livro de Lisboa. E todos os anos tenho o mesmo problema: por onde começar e como não estoirar a conta bancária?
A oferta é tanta que dá vontade de comprar um livro em cada banca (bom, não em todas, as que só vendem livros técnicos dispenso…).
Mas é impossível fazer a feira toda, chegar ao fim e dizer “ok, agora vou às bancas onde vi livros que me interessam”. São tantas, mas tantas bancas que não dá para fazer essa lista.
Por isso, o que decidi fazer este ano foi começar numa ponta e assim que visse um livro que me interessava, parava, dava uma vista de olhos e comprava-o. Depois, tinha de me conter o resto do caminho para não comprar mais nenhum: passava a correr pelas editoras e quase não olhava.
Agora perguntam: mas será que não havia outro livro que preferia comprar? Se calhar. Mas como também gostava deste e sabia que não podia gastar tanto dinheiro, esta foi a solução que arranjei. Compensei a angústia com um cachorro no final da feira.
A oferta é tanta que dá vontade de comprar um livro em cada banca (bom, não em todas, as que só vendem livros técnicos dispenso…).
Mas é impossível fazer a feira toda, chegar ao fim e dizer “ok, agora vou às bancas onde vi livros que me interessam”. São tantas, mas tantas bancas que não dá para fazer essa lista.
Por isso, o que decidi fazer este ano foi começar numa ponta e assim que visse um livro que me interessava, parava, dava uma vista de olhos e comprava-o. Depois, tinha de me conter o resto do caminho para não comprar mais nenhum: passava a correr pelas editoras e quase não olhava.
Agora perguntam: mas será que não havia outro livro que preferia comprar? Se calhar. Mas como também gostava deste e sabia que não podia gastar tanto dinheiro, esta foi a solução que arranjei. Compensei a angústia com um cachorro no final da feira.
segunda-feira, 30 de maio de 2016
Tenho um livro a meio e não sei como avançar
De certeza que já passaram por esta situação: escolheram um livro, estavam ansiosos por começar a lê-lo e lá arranjaram um dia para arrancar. Leram duas páginas e arranjaram uma desculpa para parar. Depois lá começaram arranjar tempo (uma vez por mês, vá) para ler duas ou três páginas... E não conseguem admitir uma coisa – estão a odiar o livro.
Normalmente, isto acontece-nos quando estamos a ler uma obra de um autor consagrado. ‘Como é que tantos adoram e eu não consigo sair do primeiro capítulo?’
E atenção: isto nada tem a ver com falta de interesse ou de prática. Lemos muito e exploramos vários géneros. Já nos deliciámos com ‘As Vinhas da Ira’, delirámos com o ‘Primo Basílio’ e não conseguíamos para de ler os ‘Cem Anos de Solidão’. Também temos estofo para devorar ‘Uma História da Leitura’ (Manguel), ‘A Ideologia Alemã’ ou ‘A Era dos Extremos’ (Hobsbawm). O problema é mesmo AQUELE livro.
Problema: sabem qual é o meu? ‘Número Zero’, do Umberto Eco. O que fazer? Já avancei umas 30 páginas, mas a verdade é que não faço ideia quando o vou acabar.
O que fazer nestas situações? Voltar a arrumar o livro na estante e começar outro ou forçar-me até ao fim e só depois dizer ‘não gostei mesmo nada disto...’? É verdade, posso sempre chegar ao fim e mudar de ideias, mas ao fim de umas quantas páginas já deu para perceber que vai ser uma looooonga caminhada.
Normalmente, isto acontece-nos quando estamos a ler uma obra de um autor consagrado. ‘Como é que tantos adoram e eu não consigo sair do primeiro capítulo?’
E atenção: isto nada tem a ver com falta de interesse ou de prática. Lemos muito e exploramos vários géneros. Já nos deliciámos com ‘As Vinhas da Ira’, delirámos com o ‘Primo Basílio’ e não conseguíamos para de ler os ‘Cem Anos de Solidão’. Também temos estofo para devorar ‘Uma História da Leitura’ (Manguel), ‘A Ideologia Alemã’ ou ‘A Era dos Extremos’ (Hobsbawm). O problema é mesmo AQUELE livro.
Problema: sabem qual é o meu? ‘Número Zero’, do Umberto Eco. O que fazer? Já avancei umas 30 páginas, mas a verdade é que não faço ideia quando o vou acabar.
O que fazer nestas situações? Voltar a arrumar o livro na estante e começar outro ou forçar-me até ao fim e só depois dizer ‘não gostei mesmo nada disto...’? É verdade, posso sempre chegar ao fim e mudar de ideias, mas ao fim de umas quantas páginas já deu para perceber que vai ser uma looooonga caminhada.
Calvin e Hobbes. A BD que não conseguimos parar de ler
Quem nunca leu umas tiras
dos amigos Calvin e Hobbes? Passei a minha infância e adolescência a ler estas
BDs – na cama antes de adormecer, nas tardes chuvosas, nos plácidos domingos...
A verdade é que todos nos
revemos nas personagens de Bill Waterson. Ap
esar do último livro das aventuras de um miúdo de seis anos e o seu tigre de peluche ter saído há 20 anos, continuamos a querer ler mais e mais histórias.
esar do último livro das aventuras de um miúdo de seis anos e o seu tigre de peluche ter saído há 20 anos, continuamos a querer ler mais e mais histórias.
E porquê? O youtuber
Kristian Williams chegou a uma conclusão: “A arte com mais significado é aquela
que pode ser apreciada em qualquer altura da vida”. É exatamente isso que
acontece com estas pranchas de BD.
“Com o Calvin e Hobbes
estamos sempre a descobrir algo novo. Leia as tiras aos seis anos e apaixone-se
pelas aventuras coloridas do menino e o seu tigre. Mas volte a lê-las aos 16 ou
aos 26 e aprecie um significado completamente diferente mas igualmente
enriquecedora”.
É isto, certo? Quem gosta
destes amigos e continua a ler as suas histórias percebe que é exatamente isto.
Para perceberem melhor, vejam o vídeo.
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
Viva os bons livros! Viva!
Quando era bebé, o meu pai lia-me um livrinho todas as
noites. Para além de uma história (sempre com uma mnemónica), tínhamos que
pegar no livro com os 365 contos e ler o do dia. Ainda hoje sei algumas das
histórias de cor. E espero que o meu pai não se esqueça das musiquinhas todas
para cantá-las aos netos.
‘Entrai, entrai, entrai por favor. O primeiro número é do…
domadooooooooor’.
Quando comecei a ler sozinha mandavam-me para a cama às
21h30 (e mesmo assim era um sortuda,
alguns amiguinhos às 20h30 já estavam de
luz apagada).
Depois de todos os beijos
de despedida, a minha irmã Teresinha (com quem dividia o quarto) caía para o
lado e eu metia-me debaixo dos lençóis, com uma lanterna, a ler revistas da
Turma da Mónica (Maurício de Souza) e livros do Pedrito Coelho (Beatrix Potter). Se calhar foi por
causa disso que comecei a usar óculos…
Depois evoluí para os Harry Potter (J.K.Rowlling). O que eu
gostava de estar sentada numa poltrona enorme que tínhamos na sala, com uma
tacinha de plástico com Chocapic e a pensar no quão maravilhosa deve ser uma
cerveja de manteiga!
Ao mesmo tempo, ouvia nas aulas de Português – tive uma
professora maravilhosa no 5º e 6º ano – As Crónicas de Nárnia (C.S.Lewis) e O
Hobbit (Tolkien). Ficava ansiosa para que chegasse a sexta-feira só para ouvir
mais um capítulo.
No meio disto tudo, o meu pai enchia-me de Astérix e Obélix,
Calvin e Hobbes, Mafalda, Hagar, Spirou, Tintin, Lucky Luke, Black e Mortimer,
Gaston, Luluzinha,… Todas as bandas desenhadas que possam imaginar.
Com a vinda da adolescência – pronto, a idade parva –
comecei a ler coisas do género ‘Não suporto a minha mãe, o que devo fazer?’ ou ‘Gosto
dele e não sei como lhe dizer’. Quando fazia anos recebia ‘carradas’ de livros
destas colecções. Li dois e jurei para nunca mais. Foi nessa altura que apostei
no Colégio das Quatro Torres e na colecção Mistério (ambos da Enyd Blyton) –
que me deixou para sempre o ‘bichinho’ dos policiais.
No secundário – ainda na idade parva, mas não tão parva… -
comecei a pedir conselhos ao meu pai. Ele lá me recomendava alguns (tinha muita
dificuldade em emprestar os seus livros, com medo que eu desse cabo das capas).
Foi nessa altura que li ‘O Primo Basílio’ (Eça de Queirós) e ‘O Triunfo dos
Porcos’ (George Orwell). Claro que nesta
altura (e ainda hoje, como é óbvio) lia algumas coisas mais light, como ‘O
Diário de Bridget Jones’ (Helen Fielding). Adorava e continuo a adorar.
Com a Faculdade, comecei a ler coisas que pensei não ter
estofo para aguentar, como a ‘Ilíada’ e ‘A Odisseia’ (ambos de Homero), ‘Uma
História da Leitura’ (Alberto Manguel), ‘A Ideologia Alemã’ (Marx. Este
custou-me um bocado. Não pelo conteúdo, mas para o contexto em que tive de o
ler) e ‘On Liberty’ (John Stuart Mill)
E com o crescimento surgiu também a curiosidade. Tanto em
relação aos clássicos como às novidades. ‘Cem Anos de Solidão’ (G.G. Márquez), ‘Gabriela
Cravo e Canela’ (Jorge Amado), ‘A Metamorfose’ (Kafka), ‘A Mãe’ (Pearl Buck), ‘No
Fio da Navalha’ (Somerset Maugham), ‘O Amante de Lady Chatterley (D.H.
Lawrence, que nasceu no meu dia de anos), ‘A Máquina de Fazer Espanhóis’
(Valter Hugo Mãe), ‘Para Onde Vão os Guarda-Chuva’ (Afonso Cruz), ‘Travessuras
da Menina Má’ (Mário Vargas Llosa), ‘Os Pilares da Terra’ (Ken Follett), ‘Of
Mice and Men’ (Steinbeck), ‘1984’ (Orwell), ‘O Grande Gatsby’ (Fitzgerald) e ‘O
Retrato de Dorain Gray’ (Oscar Wilde) são apenas alguns dos que li desde então
e que estão na lista dos preferidos.
E ainda me faltam tantos! Agora estou a ler ‘Dom Casmurro’
(Machado de Assis. É por causa deste livro que a minha irmã mais nova tem a alcunha Capitu). A falta de tempo e as maravilhosas séries que temos na
televisão todos os dias estão a fazer com que ele esteja ao lado da cama há
demasiado tempo. Mas conto dar um valente avanço brevemente. Depois segue-se ‘Número
Zero’ (Umberto Eco) e ‘Mataram a Cotovia’ (Harper Lee).
É impossível dizer que tenho um livro favorito. Mesmo que
tente dizer aquele que mais gosto dentro de cada género, é impossível. Cada um
envolve o leitor de uma forma completamente diferente, o que impossibilita uma
comparação.
Sei dizer aqueles que não gostei de ler – não vou revelar
aqui, senão acho que alguns leitores iam ter uma sincope ou algo do género… Não
se pode agradar a todos – mas fazer um ‘top’ dos melhores é completamente
impossível. Cada um é bom à sua maneira.
Oiço cada vez mais miúdos de 12, 13, 14, 15 anos a dizer que
não gostam de ler. Não fico admirada. É verdade que hoje em dia existem os
computadores, os tablets, os smartphones e eles estão demasiado ocupados com
tanta tecnologia. Mas a verdade é que somos animais de hábitos. A culpa é dos
paizinhos, que não se deram ao trabalho de incutir a rotina da leitura, de lhes
ler histórias à noite, de lhes mostrar como há histórias muito mais
interessantes do que as séries infanto-juvenis do Disney Channel ou do
Nickelodeon.
E atenção: Conheço muitas pessoas da minha idade que não
gostam de ler. Da minha idade e mais velhas do que eu. Algumas acredito que
seja mesmo falta de gosto (eu detesto correr e fazer desporto, não há nada a
fazer), outras é pura preguiça e falta de hábito.
Não deixem os livros para trás. Imponham uma hora de Canal
Panda e uma história pequenina a seguir ao jantar. Apresentem às crianças a
banda desenhada (também há desenhos nos livros…) e tentem incutir a importância
de uma boa leitura. Se a coisa resultar, preparem-se para uma conta do
oftalmologista e do oculista. Mas, pelo menos, foi por uma boa causa.
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