quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

10 coisas que não podem faltar no Natal

Tenho a certeza que ficava muito bonita na fotografia se dissesse que a única coisa que me interessa no Natal é a família, os amigos e o convívio. Lamento, não é verdade. Adoro os presentes, a comida, as tradições e as decorações. Podem criticar o que quiserem, mas tenho o direito de me assumir enquanto consumista com ataques súbitos (e sim, muitos deles acontecem na época natalícia).


No meu Natal, existem 10 coisas que não podem faltar. São elas:

     Família. Somos loucos, barulhentos, resmungões e muito divertidos. O avô António às 21h30 já quer ir para casa, mas obrigamo-lo a ficar pelo menos até às 01h30, altura em que já todos abriram os presentes. A mãe chega ao final da noite esgotada, depois de ter estado horas na cozinha. O pai age como se fosse um dia normal. O António igual. A Teresa quer mudar tudo à última hora e a Capitu anda aos saltos pela casa, ansiosa pela meia-noite. A tia Vera e a Carolina chegam mesmo a tempo da ceia – uma não larga o irmão e a outra cola-se à prima mais nova. E continuamos a fazer barulho, as resmungar e a divertir-nos até às tantas.
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2.    Comida. Viva o bacalhau cozido! Viva o peru recheado! Abaixo os doces natalícios! Não gosto de bolo-rei, fatias douradas, sonhos, azevias, de nenhum. O que vale é que a mãezinha faz sempre uma mousse de chocolate ou um bolo em forma de Pai Natal para a filha preferida…

3.    Presentes. Adoro dar. Adoro receber. Seja o que for. Sou a típica portuguesa desorganizada que deixa tudo para os últimos dias, mas adoro passar pelas montras e pensar ‘Isto é a cara da Helena’ ou ‘O pai tinha dito que andava à procura deste livro’. Depois de toda a correria, não há melhor do que ver que a mãe lembrou-se que eu queria um casaco novo ou que a minha amiga Filipa sabe mesmos quais os cachecóis que eu gosto.

4    Decorações e músicas. Olhar para uma casa e ver à janela uma árvore de Natal iluminada, é das coisas mais bonitas do Natal. Para além de dar prazer a quem decora, deixa também quem vê com mais um bocadinho de vontade de festejar este dia. E as músicas? Não há nada melhor do que ouvir boas versões de 'White Christmas', 'Adeste Fidelis', 'Santa Claus os coming to town', etc etc etc. Sei todas de cor!

5    Frio. Natal com 30 ºC não é Natal… Bom bom é estar um frio de rachar, para se poder acender a lareira, usar as mantas todas que existem em casa e beber chocolate quente.

6.    Mensagens. Podem ser chatas, mas as 6253 SMS e mensagens de Facebook que recebemos no dia de Natal mostram-nos que há pelo menos um dia do ano em que todas as pessoas são boas. Eu sei que não devia ser assim, mas que sejam solidárias pelo menos um dia… A vida vai acabar por ensinar-lhes que não é só no Natal que devemos ser bondosos.

7.    Melhores Amigos. Lá começa o envio de fotografias da mesa de Natal e da quantidade de presentes que estão debaixo da árvore… Não há competição mais saudável.

8.    Pai Natal. A minha irmã mais nova já não acredita no velhinho das barbas brancas. É preciso que chegue uma nova geração para voltarmos a fazer toda aquela performance que nos deixava tão nervosos (chegámos mesmo a ouvir o nosso pai na ‘amena cavaqueira’ com o São Nicolau!). Mas continuo a ter montes de Pais Natais espalhados pela casa. E vou continuar à espera que ele volte a aparecer em casa dos meus pais…

9.    Calendário de chocolate. Os meus pais continuam a oferecer-me um. Este ano tenho um com o Mickey e a Minnie a montar a árvore de Natal. And I’m proud of it!!!!


1Toda a santa festa de Natal. É jantar com os colegas de trabalho, é brunch com as amigas, é almoço com os primos, é lanche com a família do namorado… O meu calendário tem mais notas em dezembro do que no resto do ano inteiro. Mas eu espero que continue assim por muitos mais anos…

sábado, 12 de dezembro de 2015

Há tanta gente a gostar da Jota Má!!!!

De vez em quando venho aqui ao painel de estatísticas do blogger e vou ver quantas pessoas é que me andam a ler. Fiquei de boca aberta quando vi os números!

Não é que, desde que criei este blogue, já houve mais de 3000 pessoas a ler os meus textos?! Quando comecei com isto não tinha qualquer meta, mas confesso que estou impressionada com a adesão!

O texto mais lido tem quase um ano – foi o meu desejo de Boas Festas para todos. O segundo é o que escrevi para a Raquel e a Daniela, as minhas sobrinhas do coração.

Mas o mais espetacular disto tudo é a quantidade de países a que cheguei! Ao todo, tenho leitores de Portugal da Irlanda, Estados Unidos, Alemanha, França, Brasil, Rússia, Reino Unido, Roménia e Suíça!! A Internet é extraordinária!!!


A todos, thank you, dank, merci, благодаря, mulțumiri, OBRIGADA! J

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Gostava de não fazer amigos no trabalho…

… assim não custava tanto quando se vão embora.

Hoje perdi vários colegas de trabalho. Entre eles, estão duas das minhas grandes amigas. Uma conheci noutro trabalho e tornou-se uma das minhas melhores amigas. A outra foi a minha companheira de gargalhadas e a minha ‘mamã’ no local de trabalho (e não só…).

Nunca é justo, mas nestes dois casos foi mais do que injusto. Por 100 mil razões que não vale a pena enumerar. O que interessa é que perdi duas colegas que me faziam rir todos os dias, que me ajudavam a lidar com as tarefas domésticas, que me davam conselhos, que me davam cigarros, que partilhavam comigo as coisas más e boas do dia-a-dia.

Há quem diga que ninguém é substituível. Há quem diga que isso são tretas. Eu não sei se são ou não são. O que eu sei é que continuo a trabalhar com pessoas maravilhosas, que para além de colegas são amigos, mas que vou sentir umas saudades gigantes da minha Bruxa e da minha Lapin.

E para que serve este texto? Para nada. Só para desabafar com alguém que o possa ler. Estou triste e não sei o que escrever. Só sei que ainda não passaram 24 horas e já estou cheia de saudades.


Que todos aqueles que ficaram sem trabalho hoje (e todos aqueles que lutam para superar situações tão más ou piores que estas) vejam um raio de sol no meio das nuvens. i tudo passa.


domingo, 15 de novembro de 2015

Welcome Miss Marple!

Sempre gostei mais de cães do que de gatos. Não tenho jeito para pegar neles, tenho medo das suas brincadeiras e as suas unhas são demasiado afiadas para o meu gosto... Mas queria ter um animal de estimação. Como a minha casa é muito (muito!) pequenina, não podia ter um cão. Falei com o meu namorado e decidimos trazer um felino para o nosso cubículo.

Esta gatinha foi encontrada no meio da rua na semana de temporal em Lisboa. Estava muito doente e, quando a apanharam, perceberam que podia não aguentar... Tinha apanhado a chamada constipação dos gatos, tinha os olhos colados, estava cansada, com fome e completamente desorientada. Sem ter visto qualquer fotografia do bicho, decidi ficar com ele. Foi para o veterinário do Arco do Cego e deram-lhe o nome Leãozinho (só descobriram depois que era fêmea). 

Esteve 14 dias internada, sempre a lutar para sobreviver. Fui visitá-la uma vez, quando ainda tinha o funil, o soro e muitas mantas e botijas de água quente para manter a temperatura (obrigada aos veterinários e enfermeiros por todo o esforço e empenho! Foram maravilhosos). 

Ontem pôde finalmente sair e vir para o seu novo lar. Estou a tentar habituar-me às brincadeiras desta bolinha de pêlo com 650 gramas, aos seus desaparecimentos (enfia-se debaixo da cama a toda a hora e está manhã fomos dar com ela atrás do frigorífico...) e às suas rotinas felinas (presenteou-nós com um pequeno chichi ao pé da televisão assim que chegou a casa. É ou não é um amor?). Campo de Ourique, apresento-vos a nova residente do bairro: Miss Marple 



quarta-feira, 14 de outubro de 2015

#ohmynhami: O prazer da comida

Cozinhar ajuda a descomprimir. Pelo menos, ajuda-ME a descomprimir.

Há melhor que misturar ingredientes e fazer um bolo? Que temperar bifes? Que preparar uma massa e um molho delicioso? 

Há: Comer todos estes pratos. 

Basicamente, a vida é absolutamente deliciosa graças à comida. Fazê-la e comê-la. 




quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Viva os bons livros! Viva!

Adoro televisão, sou completamente viciada. Também adoro passar algum tempo no Facebook, a ‘coscuvilhar’ as fotografias dos outros. Mas o que gosto mesmo é de ler.

Quando era bebé, o meu pai lia-me um livrinho todas as noites. Para além de uma história (sempre com uma mnemónica), tínhamos que pegar no livro com os 365 contos e ler o do dia. Ainda hoje sei algumas das histórias de cor. E espero que o meu pai não se esqueça das musiquinhas todas para cantá-las aos netos.

‘Entrai, entrai, entrai por favor. O primeiro número é do… domadooooooooor’.

Quando comecei a ler sozinha mandavam-me para a cama às 21h30 (e mesmo assim era um sortuda, 
alguns amiguinhos às 20h30 já estavam de luz apagada).  

Depois de todos os beijos de despedida, a minha irmã Teresinha (com quem dividia o quarto) caía para o lado e eu metia-me debaixo dos lençóis, com uma lanterna, a ler revistas da Turma da Mónica (Maurício de Souza) e livros do Pedrito Coelho (Beatrix Potter). Se calhar foi por causa disso que comecei a usar óculos…

Depois evoluí para os Harry Potter (J.K.Rowlling). O que eu gostava de estar sentada numa poltrona enorme que tínhamos na sala, com uma tacinha de plástico com Chocapic e a pensar no quão maravilhosa deve ser uma cerveja de manteiga!

Ao mesmo tempo, ouvia nas aulas de Português – tive uma professora maravilhosa no 5º e 6º ano – As Crónicas de Nárnia (C.S.Lewis) e O Hobbit (Tolkien). Ficava ansiosa para que chegasse a sexta-feira só para ouvir mais um capítulo.

No meio disto tudo, o meu pai enchia-me de Astérix e Obélix, Calvin e Hobbes, Mafalda, Hagar, Spirou, Tintin, Lucky Luke, Black e Mortimer, Gaston, Luluzinha,… Todas as bandas desenhadas que possam imaginar.

Com a vinda da adolescência – pronto, a idade parva – comecei a ler coisas do género ‘Não suporto a minha mãe, o que devo fazer?’ ou ‘Gosto dele e não sei como lhe dizer’. Quando fazia anos recebia ‘carradas’ de livros destas colecções. Li dois e jurei para nunca mais. Foi nessa altura que apostei no Colégio das Quatro Torres e na colecção Mistério (ambos da Enyd Blyton) – que me deixou para sempre o ‘bichinho’ dos policiais.

No secundário – ainda na idade parva, mas não tão parva… - comecei a pedir conselhos ao meu pai. Ele lá me recomendava alguns (tinha muita dificuldade em emprestar os seus livros, com medo que eu desse cabo das capas). Foi nessa altura que li ‘O Primo Basílio’ (Eça de Queirós) e ‘O Triunfo dos Porcos’  (George Orwell). Claro que nesta altura (e ainda hoje, como é óbvio) lia algumas coisas mais light, como ‘O Diário de Bridget Jones’ (Helen Fielding). Adorava e continuo a adorar.

Com a Faculdade, comecei a ler coisas que pensei não ter estofo para aguentar, como a ‘Ilíada’ e ‘A Odisseia’ (ambos de Homero), ‘Uma História da Leitura’ (Alberto Manguel), ‘A Ideologia Alemã’ (Marx. Este custou-me um bocado. Não pelo conteúdo, mas para o contexto em que tive de o ler) e ‘On Liberty’ (John Stuart Mill)

E com o crescimento surgiu também a curiosidade. Tanto em relação aos clássicos como às novidades. ‘Cem Anos de Solidão’ (G.G. Márquez), ‘Gabriela Cravo e Canela’ (Jorge Amado), ‘A Metamorfose’ (Kafka), ‘A Mãe’ (Pearl Buck), ‘No Fio da Navalha’ (Somerset Maugham), ‘O Amante de Lady Chatterley (D.H. Lawrence, que nasceu no meu dia de anos), ‘A Máquina de Fazer Espanhóis’ (Valter Hugo Mãe), ‘Para Onde Vão os Guarda-Chuva’ (Afonso Cruz), ‘Travessuras da Menina Má’ (Mário Vargas Llosa), ‘Os Pilares da Terra’ (Ken Follett), ‘Of Mice and Men’ (Steinbeck), ‘1984’ (Orwell), ‘O Grande Gatsby’ (Fitzgerald) e ‘O Retrato de Dorain Gray’ (Oscar Wilde) são apenas alguns dos que li desde então e que estão na lista dos preferidos.

E ainda me faltam tantos! Agora estou a ler ‘Dom Casmurro’ (Machado de Assis. É por causa deste livro que a minha irmã mais nova tem a alcunha Capitu). A falta de tempo e as maravilhosas séries que temos na televisão todos os dias estão a fazer com que ele esteja ao lado da cama há demasiado tempo. Mas conto dar um valente avanço brevemente. Depois segue-se ‘Número Zero’ (Umberto Eco) e ‘Mataram a Cotovia’ (Harper Lee).

É impossível dizer que tenho um livro favorito. Mesmo que tente dizer aquele que mais gosto dentro de cada género, é impossível. Cada um envolve o leitor de uma forma completamente diferente, o que impossibilita uma comparação.

Sei dizer aqueles que não gostei de ler – não vou revelar aqui, senão acho que alguns leitores iam ter uma sincope ou algo do género… Não se pode agradar a todos – mas fazer um ‘top’ dos melhores é completamente impossível. Cada um é bom à sua maneira.

Oiço cada vez mais miúdos de 12, 13, 14, 15 anos a dizer que não gostam de ler. Não fico admirada. É verdade que hoje em dia existem os computadores, os tablets, os smartphones e eles estão demasiado ocupados com tanta tecnologia. Mas a verdade é que somos animais de hábitos. A culpa é dos paizinhos, que não se deram ao trabalho de incutir a rotina da leitura, de lhes ler histórias à noite, de lhes mostrar como há histórias muito mais interessantes do que as séries infanto-juvenis do Disney Channel ou do Nickelodeon.

E atenção: Conheço muitas pessoas da minha idade que não gostam de ler. Da minha idade e mais velhas do que eu. Algumas acredito que seja mesmo falta de gosto (eu detesto correr e fazer desporto, não há nada a fazer), outras é pura preguiça e falta de hábito.


Não deixem os livros para trás. Imponham uma hora de Canal Panda e uma história pequenina a seguir ao jantar. Apresentem às crianças a banda desenhada (também há desenhos nos livros…) e tentem incutir a importância de uma boa leitura. Se a coisa resultar, preparem-se para uma conta do oftalmologista e do oculista. Mas, pelo menos, foi por uma boa causa.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

A diferença entre prazer e felicidade

Hoje disseram-me algo muito interessante: "Há uma grande diferença entre o prazer e a felicidade. O prazer é algo que sentimos naquele momento. A felicidade é aquilo que construímos e que, a longo prazo, nos fará bem".

Definições óbvias, mas nas quais nunca tinha pensado.



Resta saber se valorizamos mais o momento ou se queremos apostar no futuro. Mudar às vezes é difícil, mas pode fazer-nos mais felizes. Podemos andar menos apaixonadas, mas talvez seja um sacrifício que temos de fazer.

Enganam-se os que pensam que estou a falar da vida amorosa. Nada contra os grandes prazeres fugazes e a felicidade eterna nos braços de alguém. Mas existem outros problemas na vida que, neste momento, ocupam uma parte mais significativa da minha cabeça (e do coração também),

O que se faz quando todas as hipóteses são boas e promissoras? Quando queremos tudo ao mesmo tempo e não sabemos para que lado nos devemos virar?

A ver vamos...

PS: Para uma leitura mais detalhada, aqui fica um link do Huffington Post.